Novembro 2007


 POR: Gabriela Cuzzuol Ribeiro

 Para os BLOGs em língua portuguesa, este ano foi o das “variedades”.

Na edição de 2007 do BOBS(BEST OF BLOGs), premiação mundial  de BLOGS organizada pela DEUTSCHE WELLE, todos  os vencedores nacionais foram páginas do gênero.

O blog do Tas, organizado por Marcelo Tas, recebeu o prêmio de melhor WEBLOG em português  segundo o júri, e melhor WEBLOG segundo o público, disputando, nesta última com concorrentes do mundo inteiro.Aglomerado de notícias culturais, agenda, fotos e depoimentos pessoais, o BLOG foi iniciado em 2005 e, neste ano,  foi indicado ao prêmio por mais de sete mil blogs. Premiado ainda, com o “Comunique-se de melhor Jornalista Cultural-mídia eletrônica, do ano, Tas afirma estar surpreso com tal sucesso:

 ”Foi totalmente inesperado. Achei que poderia alcançar alguma colocação em videoblog, já que publico vídeos desde 2005, mas melhor blog segundo o público foi uma surpresa muito boa”, diz.

Levou o BOBS ainda o “Pensar Enlouquece”,outro BLOG de variedades idealizado por  Alexandre Inaki( categoria votação aberta de  em português); e entraram para o TOP 10 as páginas dos jornalistas Alessandra Blanco e Jorge Cordeiro.

O resultado do BOBs foi divulgado em 15 de novembro de 2007  e está disponível em

http://www.thebobs.com/.

Fonte: www.comunique-se.com.br

Aconteceu de 12 a 15 de novembro – ou seja, estou postando mais do que atrasado -, no Rio de Janeiro, o Fórum para a Governança da Internet (Internet Governance Forum – IGF), com direito à presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, demais representantes de governo, do setor privado, de organizações não-governamentais, da comunidade da internet e da mídia. Ao todo, participariam da segunda edição do evento cerca de duas mil pessoas.

Segundo o release que eu recebi, o objetivo do encontro é o de fortalecer a cooperação internacional na busca de uma Internet sustentável, forte, segura e estável. Entre outras atrações, a apresentação de boas práticas dos diversos países do mundo. De certa forma, soa estranho falar em governança de um espaço tão anárquico – no sentido democrático da palavra – e permissivo, pois envolve a tudo e a todos. Creio, no entanto, que haverá cada vez mais fóruns, debates, discussões e, principalmente, regulamentações sobre a internet.

Tirei a conclusão mais que óbvia após ler um outro release, do Ministério das Comunicações, que eu também recebi. Reproduzo apenas um trecho dele a seguir: “Levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) revelou que escolas com conexão à internet tiveram melhor desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Esse resultado será ainda mais expressivo com a proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, de levar internet banda larga a todas as escolas públicas do país. ‘Sempre defendemos o potencial da Internet nas escolas. Nosso objetivo é conectar as 142 mil escolas públicas brasileiras em até cinco anos. Também vamos integrar outros serviços públicos, como postos de saúde e delegacias de polícia, chegando a 208 mil pontos’, afirmou Hélio Costa.”

Basicamente, conclui-se o seguinte: a internet é, sim, formadora de opinião, graças à sua capacidade de disseminar conhecimento e informação. Por isso, à medida que a tecnologia se tornar cada vez mais acessível às classes de baixa renda, com computadores e acessos cada vez mais baratos, crescerá o debate sobre o papel da internet. Vale lembrar que na frente do computador o usuário não é um ser passivo, ao contrário do que ocorre com o telespectador, o ouvinte ou o leitor. Ele pode se tornar um agente atuante também, independentemente de sua formação. Nós, jornalistas – pois somos parte (muito) interessadas -, temos que acompanhar atentamente este debate. E cobrar decisões, governamentais ou não, que só façam aumentar ainda mais o acesso das pessoas à rede mundial. Inclusão digital é a palavra de ordem no momento.

Marcelo Mora

imagem_cancaoimagem_cancaoimagem_cancaoAs novidades surgem tão rapidamente que não conseguimos, muitas vezes, pensar no valor delas. Isso na nossa vida, no dia-a-dia, no trabalho… imaginem, então, se conseguiremos refletir o que acontece na cultura do nosso país? Claro que não, por isso vemos tantas e tantas “novidades” sendo enfiadas goela abaixo pela indústria cultural. Mas o post, na verdade, não tem o intuito de discutir esses conceitos que dão horas e horas de argumentações. Recebi hoje um aviso de uma Semana da Canção Brasileira. O projeto é muito interessante: passar uma semana pensando e discutindo sobre a História da Música Popular Brasileira, a Poesia na Canção e a Educação de Música Popular no nosso país através de cursos, aulas, oficionas e shows com artistas que tenham esse mesmo tipo de idéias (como Arnaldo Antunes e Chico César). Além de achar muito interessante e válido o projeto, fiquei pensando no quanto é importante pararmos para analisar o que estamos produzindo para a nossa cultura. Sem juizo de valores do que é melhor ou pior, mas pensar no que realmente queremos transmitir e deixar de legado culturalmente.

 Graziela Salomão

Na última aula, o Marcelo Mora falou para a sala sobre as pesquisas que faz para compor as suas matérias no G1. Lembram-se?

Pois é, hoje estava dando uma olhada nas possíveis novidades e  vi que o IQPC - International Quality & Productivity Center promove, em 6 de dezembro, o Search Engine Marketing Strategies Brazil 2007, a 1a conferência focada em Estratégias de Ferramentas de Busca, Blue Tree Towers Faria Lima, em São Paulo.

A proposta é compreender porque as ferramentas estão se destacando frente às mídias tradicionais online e offline. Além disso,  o encontro tem em seu programa temas como busca orgânica, ranking de busca, busca por imagem, rede de conteúdos, entre outros. 

Por Luciene Correia

Dia desses, apurando informações para uma matéria sobre os rumos da tecnologia residencial, conversei com Guto Requena, arquiteto e pesquisador do Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da Universidade de São Paulo (Nomads), que fica em São Carlos. Lá pelas tantas, descobri que a casa do futuro, além de automatizada e inteligente, será sensível. Sim, quase como aquele companheiro (a) ideal, sempre pronto para nos acolher nos bons e nos maus momentos. Seu nome é Emotive House, uma invenção do arquiteto holandês Kas Oosterhuis. O sistema funciona mais ou menos assim. Sensores espalhados por todos os cantos detectam o estado de espírito dos habitantes. Os sinais coletados podem ser objetivos, como a localização das pessoas na residência, ou, subjetivos, como o tom de voz e as expressões faciais. Munida com essas informações, a casa responderá sem julgamentos, somente com doses ilimitadas de compreensão e tolerância. Então, providenciará a luminosidade e a temperatura adequadas ao seu humor, escolherá aquela música que acalma ou anima, dependendo da situação, e até poderá colocar na TV seu filme predileto, se assim achar necessário. Tudo isso só para te animar. Bem, para os mais antenados, este post talvez não passe de uma notícia datada. Mas, para quem se impressionou como eu (longe, mas muito longe de ser uma aficcionada por tecnologia) e quer obter mais detalhes sobre a Emotive House, sugiro uma visita ao site do arquiteto.

Por Raphaela de Campos Mello

“Uma nova pesquisa feita no Canadá afirma que a nanotecnologia é a solução para construir uma internet de altíssima velocidade inteiramente baseada na luz, que pode ser até cem vezes mais rápida que a atual.

Segundo estudo publicado pela revista “Nano Letters”, os pesquisadores Ted Sargent e Qiying Chen, da Universidade de Toronto, usaram um feixe de laser para direcionar outro feixe, com um controle sem precedentes. O feito é especialmente importante para futuras redes de fibras ópticas.

Antes disso, os pesquisadores não tinham conseguido demonstrar teorias que afirmavam que a luz poderia ser usada para controlar a própria luz –o que poderia ser usado para criar redes de transmissão de dados.

“Com nosso trabalho, a capacidade de processar sinais que contenham informação por meio da luz se tornou algo prático”, disse Sargent, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e da Computação, em comunicado da universidade canadense.

O segredo das redes está em um material que combina partículas esféricas em escala nanométrica, conhecidas como “buckyballs”. Sargent e colegas estudaram as partículas ópticas do novo material híbrido e descobriram que ele era capaz de processar dados transportados em comprimentos de onda usados em telecomunicações –a faixa infravermelha empregada em cabos de fibra óptica.

De acordo com os cálculos feitos pelos cientistas canadenses, sistemas de comunicação por fibra óptica poderão carregar sinais por uma rede global com tempos de resposta na escala do picossegundo (um trilionésimo de segundo), o que resultaria em uma internet pelo menos 100 vezes mais rápida do que a atual.

Para isso, explicam, os sistemas terão que evitar conversões desnecessárias de sinais entre formas ópticas e eletrônicas.

Com informações da Agência Fapesp”

Fonte:Folha On Line

Saiba Mais: O que é nanotecnologia

Por: Luciane Barsoti

A Gazeta Mercantil chega às bancas na próxima segunda-feira (12/11) com um novo projeto gráfico. Segundo seus diretores Marcelo D’Angelo (conteúdo) e Jackson Fullen (geral), o objetivo da reforma é renovar o público leitor que, de acordo com eles, ainda que seja um dos mais fiéis, estaria envelhecendo.

“Apesar de sermos líderes de mercado, queremos que o jornal agrade ao leitor que já se informou com a internet e suas ferramentas, como blogs”, afirma D’Angelo. As mudanças do jornal serviriam para refletir a sintonia do conteúdo mais moderno da Gazeta com um visual mais atraente, segundo Fullen.

A reportagem do Comunique-se teve acesso com exclusividade aos pilotos das novas capas. Entre as mudanças na diagramação, houve um aumento do entrelinhamento e os consagrados desenhos em bico de pena – uma marca do jornal – passaram a figurar entre fotos maiores. “Até o logotipo está diferente e mudou toda a família de fontes”, afirma D’Angelo. Acima do nome do jornal, a frase: “O jornal de economia do Brasil desde 1920”.

Destacam-se entre as mudanças no conteúdo, segundo os diretores, novas seções, colunas como o Perfil Gazeta: em página inteira, texto assinado por Augusto Nunes e foto por J. R. Duran, que destaca no primeiro número o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, “maior autoridade de finanças do Brasil”, diz D’Angelo.

Os diretores afirmam que não haverá enxugamento de textos nem cortes na equipe, mas um profissional da Gazeta Mercantil, que preferiu não se identificar, afirma que os textos ficarão menores. Isto refletiria a preocupação com a diminuição do tempo que o consumidor dedica à leitura dos jornais.

Ainda de acordo com esta fonte, a reforma do jornal é uma tentativa de atrair mais anunciantes, recuperar as vendas e fazer com que o diário volte aos seus áureos tempos de 2001, quando circulava com 120 mil exemplares por dia, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC).

Notícia extraída do site www.comunique-se.com.br

Por Cristiane Alcalá

O planeta pede socorro. Al Gore diz ter uma “verdade inconveniente”. Enquanto alguns fazem vista grossa para o desequilíbrio ambiental, outros levantam a bandeira da sutentabilidade. Na semana passada, a revista Arquitetura & Construção promoveu o III Fórum Nacional da Sustentabilidade da Construção, no WTC Hotel, em São Paulo. O encontro, que reuniu estudiosos e profissionais do Brasil e do exterior comprometidos com os rumos amigáveis do setor imobiliário, já ficou para traz, mas a cobertura completa está disponível no hotsite do evento. Ali, dois blogs – Panorama São Paulo e Cidade Confortável – trazem reflexões sobre o morar nas cidades. Vale a pena conferir.

Por Raphaela de Campos Mello

Que todo mundo já ouviu o que é a Web 2.0 é fato. Mas o que realmente esse conceito quer dizer, pouca gente (ou quase ninguém, ousaria dizer…) sabe. Parece algo de outro mundo, como se em um estalar de dedos, a internet que conhecemos hoje fosse se desintegrar e uma nova web surgiria em seu lugar (quem sabe surgiria em menos de sete dias, para ser mais rápida do que a criação do mundo, não?). Entretanto, Web 2.0 não tem nada de mágico. E as mudanças que ela traz para a realidade de nós, jornalistas, e dos usuários comuns de internet não tem nada de mirabolante. Sem sabermos, já estamos inseridos, hoje, nesse conceito e também já fazemos uso do que o conceito quer propor: interatividade, arquitetura de informação mais fácil e clara e comunidades (as pessoas fazem parte do todo na internet). Todas as grandes empresas de informáticas estão preocupadas com esse conceito de Web 2.o e querem sair na frente como grandes ases da internet para captar os consumidores. Para quem quiser tirar algumas dúvidas sobre o conceito de web 2.0, o vídeo com a apresentação de Andy Gutmans, da Zend, explicando o que muda na internet,  é interessante.

Graziela Salomão

Há dois anos, o grupo Arcade Fire se apresentou no Tim Festival em São Paulo e quase roubou a cena da grande atração da noite, os Strokes do brasileiro Fabrício Moretti na bateria. Neste ano, o grupo lançou seu segundo álbum de estúdio, Neon Bible. O site oficial dos canadenses abusa da interatividade, mas a grande tacada está hospedada em outro endereço, onde você pode ver e ouvir o primeiro videoclipe do disco. Não é um simples clipe, nos moldes MTV. O vídeo da música Neon Bible é interativo, a cada clique na cabeça ou mãos do vocalista, algo diferente acontece. Não precisa nem gostar da música para se divertir.

Por Felipe Lavignatti

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