Aconteceu de 12 a 15 de novembro – ou seja, estou postando mais do que atrasado -, no Rio de Janeiro, o Fórum para a Governança da Internet (Internet Governance Forum – IGF), com direito à presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, demais representantes de governo, do setor privado, de organizações não-governamentais, da comunidade da internet e da mídia. Ao todo, participariam da segunda edição do evento cerca de duas mil pessoas.
Segundo o release que eu recebi, o objetivo do encontro é o de fortalecer a cooperação internacional na busca de uma Internet sustentável, forte, segura e estável. Entre outras atrações, a apresentação de boas práticas dos diversos países do mundo. De certa forma, soa estranho falar em governança de um espaço tão anárquico – no sentido democrático da palavra – e permissivo, pois envolve a tudo e a todos. Creio, no entanto, que haverá cada vez mais fóruns, debates, discussões e, principalmente, regulamentações sobre a internet.
Tirei a conclusão mais que óbvia após ler um outro release, do Ministério das Comunicações, que eu também recebi. Reproduzo apenas um trecho dele a seguir: “Levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) revelou que escolas com conexão à internet tiveram melhor desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Esse resultado será ainda mais expressivo com a proposta do ministro das Comunicações, Hélio Costa, de levar internet banda larga a todas as escolas públicas do país. ‘Sempre defendemos o potencial da Internet nas escolas. Nosso objetivo é conectar as 142 mil escolas públicas brasileiras em até cinco anos. Também vamos integrar outros serviços públicos, como postos de saúde e delegacias de polícia, chegando a 208 mil pontos’, afirmou Hélio Costa.”
Basicamente, conclui-se o seguinte: a internet é, sim, formadora de opinião, graças à sua capacidade de disseminar conhecimento e informação. Por isso, à medida que a tecnologia se tornar cada vez mais acessível às classes de baixa renda, com computadores e acessos cada vez mais baratos, crescerá o debate sobre o papel da internet. Vale lembrar que na frente do computador o usuário não é um ser passivo, ao contrário do que ocorre com o telespectador, o ouvinte ou o leitor. Ele pode se tornar um agente atuante também, independentemente de sua formação. Nós, jornalistas – pois somos parte (muito) interessadas -, temos que acompanhar atentamente este debate. E cobrar decisões, governamentais ou não, que só façam aumentar ainda mais o acesso das pessoas à rede mundial. Inclusão digital é a palavra de ordem no momento.
Marcelo Mora