Novembro 2007


N 1º trimestre de 2007, A ABERJE – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial trouxe ao Brasil Thom Gillespie, professor de New Media do Instituto de Mídias Interativas da Universidade de Indiana (Estados Unidos). À época, ele deu uma palestra no I Encontro Internacional de Museus Empresariais. Na entrevista exclusiva à revista Comunicação Empresarial, ele falou da importância do entretenimento e da Internet para captar a atenção do público, principalmente, dos jovens, e da relação entre o computador e a televisão. Vale a pena ler a íntegra da entrevista no link :
http://www.aberje.com.br/rev_32_entrevista2.htm

Por Cristiane Alcalá

Não quero parecer repetitiva. Sei que no post anterior falei sobre Clarice Lispector. É que quem admira a escritora não se cansa de voltar a ela várias e várias vezes. Justificativa dada, vamos ao que interessa. Estava pensando no conceito de blog, tema da aula anterior. Eis que vi em Clarice uma blogueira em potencial. Isso, se levarmos em conta a origem confessional e intimista dos blogs, mutações virtuais dos antigos diários. Para fundamentar minha tese e checar se há concordâncias, separei uma crônica curta – quase um post – retirada do livro A Descoberta do Mundo, reunião de crônicas assinadas por ela e publicadas aos sábados no Jornal do Brasil, entre 1967 e 1973:

“Já falei do perfume do jasmim? Já falei do cheiro do mar. A terra é perfumada. E eu me perfumo para intensificar o que sou. Por isso não posso usar perfumes que me contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E como toda arte, exige algum conhecimento de si própria. Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram. E deram-me de volta: simplesmente não eram delas. Não digo o nome também por segredo: é bom perfumar-se em segredo.”

 

O livro está recheado de textos curtos como este. Os temas – reflexões, confissões, impressões do cotidiano – nos aproximam e muito da escritora. Então, ela seria ou não uma ótima blogueira?

Por Raphaela de Campos Mello

 

fonte: Lorenna Rodrigues – Folha Online

Cobrar R$ 1.090 é “disparate” e preços devem cair em até seis meses, diz ministro

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que o preço do conversor da TV digital deverá cair em até seis meses. Hoje, o modelo mais barato é de R$ 499, mas existem aparelhos acima de R$ 1.000.

O ministro orientou os consumidores a não comprar já os conversores e disse que o preço de R$ 1.090 é um “disparate”. “Eu não aconselho comprar [o mais caro] porque deve falar com seres extraterrestres, deve ter alguns parafusos de ouro, alguma coisa de platina.”

Costa disse que pediu ao presidente Lula incentivos para a indústria de conversores -como o Computador Popular, que vendeu microcomputadores de R$ 699 para as classes mais pobres. Para ele, isso poderia derrubar o preço para R$ 200. “Diria para as pessoas esperar um pouco porque o preço vai cair.”

O ministro disse esperar que o presidente Lula anuncie no domingo, quando começam as transmissões digitais, incentivos para a indústria de conversores. Disse também que poderão ser abertas linhas de financiamentos em bancos como a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e o Banco Popular para os consumidores, que poderiam pagar prestações entre R$ 7 e R$ 10 por mês.

O ministro criticou operadoras de celular e emissoras de televisão, que, para ele, poderiam se esforçar para oferecer celulares com receptores para a TV digital. “Evidentemente que não é um bom negócio para as empresas de telefonia colocar no celular um dispositivo que dá o direito de sentar no ônibus e, em vez de telefonar, vai ficar vendo televisão de graça.”
Saiba mais:

TV Digital: Idec aconselha que consumidor aguarde alguns meses

TV Digital: Positivo já vendeu mais de 1 mil conversores para TV digital

Dia 2 de dezembro começam as transmissões da TV Digital no Brasil, sua proposta é oferecer áudio com qualidade de cd e imagem em alta definição, ou seja veremos mais detalhes na imagem que está sendo exibida (assim como no cinema por exemplo) e o áudio terá mais qualidade. A TV será interativa, poderemos fazer compras pela TV sem ter que usar telefone, votar em pesquisas, consultar o guia de programação das emissoras e outros serviços que vão aparecer à medida que a TV Digital for se consolidando em todo país.

O sistema de TV Digital adotado no Brasil permitirá, a longo prazo, que os programas de TV sejam vistos em ônibus, carros, aviões, laptops e celulares, o que me parece algo irreal no momento, dado o valor exorbitante para se obter um televisor HDTV para usufruir dessa tecnologia em casa. Sem falar no conversor chamado set-top box que executa basicamente 3 funções:

1 – Converte a TV Digital em TV analógica para os atuais televisores analógicos ou as telas de LCD e Plasma já a venda. Provavelmente a partir de 2008 aindústria já terá colocado no mercado telas com Set-top Box embutido.
2- Permite Interatividade.
3 – Permite funções adicionais como, por exemplo, usar um disco rígido chamado PVR (Personal Vídeo Recorder – Ele substitui os atuais Videocassete, mas com qualidade digital) para gravar programas.
 

Agora resta esperar para saber como a indústria da comunicação pretende atingir todo o público brasileiro através desse novo modelo de TV, já que a maior parte da população que assiste a programação da TV aberta não tem condições financeiras de pagar 4 mil reais por um televisor HDTV.

Saiba mais sobre a TV Digital:

 Cronograma de implementação

Sistema de antena coletiva

Por Luciane Barsoti

Li a revista Superinteressante desse mês (dezembro/2007), creio eu que mal chegou nas bancas, mas a edição está muito boa. Depois de dois dias de ter chegado na minha casa (sou assinante), “devorei” a revista. Destaco uma das matérias dessa edição . A matéria se chama “O melhor do mundo será de graça”. Na verdade é uma entrevista com o editor da Wired (conceituada revista na área de tecnologias, uma revista digamos obrigatória para quem trabalha com tecnologia ou estuda a internet e seus fenômenos), Chris Anderson. Ele é autor do livro “A Cauda longa” e prepara uma nova obra sobre a economia do gratuito (tema dessa entrevista) e do universo da internet que permite esse tipo de economia e como isso muda a sociedade.
Exemplo recente dessa economia gratuita é do próprio universo fonográfico. Há pouco tempo atrás os ingleses do Radiohead resolveram fazer um teste. Eles liberaram o último cd da banda no site oficial deles. Ficou a cargo dos fãs (ou não fãs) de cidir o quanto queriam pagar pelas músicas. A tática de marketing (ou seja lá o que for) deles funcionou. Venderam 1,2 milhão de cds isso somente no 1° dia de venda!
E é sóbre isso e muito mais que Anderson fala em sua entrevista para a Superinteressante.
O bacana da entrevista é o que o editor da Wired fala sobre os blogs e a importância que eles adquiriram de uns tempos para cá. Para ele a internet é o universo “do faça você mesmo”. Segundo ele, a mídia de massa ainda tem muita força em decidir o que é ou não moda, mas os indivíduos têm cada vez mais força, como nos blogs ou nos grupos de discussão, afirma.
Outro ponto interessante da fala dele é o questionamento do repórter se dá para confiar nos blogs. Anderson, responde: “Muita gente acha difícil confiar no que está sendo escrito na internet. Mas basta entender que a Wikipedia é a melhor coisa que aconteceu nos últimos 10 anos (…). O número de pessoas que têm conhecimento, que querem se expressar e sabem fazer isso é muito maior que o de escritores ou jornalistas profissionais. A qualidade do produto vai aumentar com a expansão da gama de colaboradores, como acontece na Wikipedia”, aponta Anderson.
O ponto de vista dele mostra que o futuro não está tão longe assim. Que viveremos ele o mais breve possível. Daqui um tempo não pagaremos mais para ter a música de determinado artista, teremos ela de graça na internet, ou quem sabe no celular?!.E que a economia do gratuito deixará o mundo virtual para chegar ao meio físico.
Vale a pena conferir a integra da entrevista.

Por Joyce Souza

Sábado iremos analisar a linguagem de blogs que trazem a grife do próprio veículo: revistas Criativa e seus blogs, o bacana Cheiro do Mato e Casa & Jardim. Revista Época e o Bombou na Web, colunistas da Folha e Estadão e seus blogs. Ou seja, cada aluno deve levar um veículo impresso onde analisaremos as diferenças de linguagem [impresso X web]. Até sábado! Não esqueçam é na Matarazzo!

 Os melhores blogs 

Olhando o blog da Soninha (um dos blogs que eu consulto e gosto), soube que ela foi júri (ou é) de um dos poucos prêmios no mundo na área de blogs – o The Blogs. The bobs apresenta várias categorias que em cada uma há dez finalistas.
Destacam-se entre os premiados, na categoria Melhor Weblog, “Fotomania” O Foto-Griffoneurei), de Belarus, que segundo o júri da premiação, o blog da jornalista Xenia Avimova é interessante por apresentar exclusivamente fotos em P&B tiradas da capital Minsk, mostrando o cotidiano da cidade, que não pode ser expresso na maioria das vezes por palavras.
Na categoria Repórteres Sem Fronteiras, o ganhador foi blog “Jotman”Jotman que é um blogueiro experiente, que ganhou reputação através de sua cobertura do golpe de Estado na Tailândia em 2006.
Outro ganhador, dentro da categoria de línguas (cada língua tem um ganhador), o premiado na categoria Blog de lingua portuguesa, está o do brasileiro Marcelo Tas. Marcelo Tas ganhou tanto como blog escolhido pelo júri, como pelo voto popular. Ou seja, o Brasil está fazendo cada vez mais parte da blogsfera.
Mas, o que quero destacar é um dos blogs que Soniha destacou e uma das falas dela, que expressam bem a blogsfera. Ela destaca um blog da Foto-Griffoneurei, o Foto-Griffoneurei (que apresenta fotos belíssimas (que vale conferir) em preto e branco da cidade e seu cotidiano, que segundo Soninha, que apesar de você não conhecer nada de um lugar (no exemplo a Bielorússia), o que há de mais fascinante na blogsfera é a oportunidade de conhecer o mundo a partir de relatos pessoais. No caso do blog de fotos , através de relatos não-verbais.

Por Joyce Souza

Que o iPod é uma revolução no mundo da música, ninguém discute. Seu impac vai além do mp3, quando nota-se a influência de seu design em vários produtos que pouco – ou nada – têm de musical. Em recente artigo no jornal The Guardian, o professor de jornalismo na City University de Nova York, Jeff Jarvis, fala sobre o esperado momento de revolução dos jornais. Vale uma checada no alerta do “momento iPod” do jornalismo, principalmente na dúvida que atinge todos, trabalhando em redação ou não, presente na última linha do artigo.

Por Felipe Lavignatti

Em 9 de dezembro de 1977, a escritora Clarice Lispector morria, no Rio de janeiro, aos 57 anos. Três décadas de ausência? Muito pelo contrário. Como poucos autores, esta ucraniana que chegou ao Brasil com 2 meses de vida não conheceu o silêncio dos leitores, dos acadêmicos e da crítica. Estranhamento, talvez, mas nunca indiferença. Citada, comentada, investigada e estudada à exaustão, Clarice continua presente na cena literária contemporânea. Um bom termômetro foram as diversas manifestações culturais que surgiram para relembrar sua partida. Façamos uma breve retrospectiva. Em dezembro de 2006, a editora Rocco lançou uma edição especial de A Hora da Estrela, último romance, escrito em 1977. No início de 2007, nova homenagem. Dessa vez, por parte do Museu da Língua Portuguesa, que abrigou a exposição “Clarice Lispector: a hora da estrela”, de 24 de abril a 2 de setembro. Na mesma época, saiu do forno Entrevistas, coletânea de 42 conversas realizadas pela faceta jornalista da escritora, sendo 19 inéditas. Em breve, será a vez de Minhas Queridas, reunião de cartas trocadas entre Clarice e suas irmãs durante os anos em que morou no exterior. A Rocco também providenciou um site oficial, com fotos, cronologia, relação de obras, cartas e clipping das matérias mais recentes publicadas em jornais e revistas. O material mais especial, contudo, é o vídeo da célebre entrevista concedida à TV Cultura em 1977, sua última aparição. O pacote todo é certamente um presente para os fãs e uma porta de entrada para os não-iniciados.

Por Raphaela de Campos Mello

O professor Pasquale Cipro Neto admitiu em sua coluna na edição desta quinta-feira (22/11) da Folha de S.Paulo que errou ao atribuir a música e a letra do “Hino à República”, em sua coluna anterior, a Francisco Braga e ao poeta parnasiano Olavo Bilac, respectivamente. Na verdade, os versos são de José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros de Albuquerque e a música, de Leopoldo Miguez. Na coluna, o professor Pasquale diz ter confiado na memória para dar a informação errada. Apenas para desencargo de consciência, Pasquale conta que digitou “Hino à República” no Google e abriu apenas a primeira das inúmeras listadas pelo buscador. E justamente esta primeira página confirmava a informação errada.

Nem preciso dizer que qualquer um está sujeito a cometer tal equívoco. Nós, jornalistas, então nem se fala. Como dizem, o Google tem todas as respostas, sem dúvida. Mas nem todas estão corretas. Se fiar na memória, por si só, já é um risco muito grande. E tentar sanar esta dúvida através apenas do Google só aumenta este risco. Diante da pressão do tempo de se trabalhar na Internet, no entanto, o buscador na maioria das vezes é a única solução (salvação). É uma equação difícil de se lidar, na verdade. A vantagem da Internet, se é que é possível falar em vantagem, é que, detectado o erro, pode-se corrigi-lo imediatamente. Se ficou muito tempo no ar, aí é o caso de se dar o famoso “erramos”.

No caso do jornal, o erro persiste por 24 horas e só no dia seguinte pode-se tentar atenuá-lo. É o pior tipo de situação que pode viver um jornalista. Pasquale, por exemplo, falou em “autoflagelo”, tal deve ter sido a sua angústia nestes dias antes que pudesse fazer reparos ao erro cometido. Por isso, se houver o mínimo de tempo para pesquisa, a solução é checar em vários sites, de preferência nos oficiais. E se você viver no melhor dos mundos, com tempo de sobra, o ideal é bater a informação com algum especilista da área.Este post, na verdade, é só uma tentativa de ilustrar – e complementar - o que foi abordado na aula anterior da Pollyana.

Marcelo Mora

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